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Chaves de API e Tokens Expostos: A Ameaça Oculta em Violações de Segurança na Nuvem

4 min de leituraFonte: BleepingComputer

Pesquisa da Flare revela como identidades não humanas expostas, como chaves de API e tokens, alimentam violações na nuvem e como mitigá-las.

Identidades Não Humanas Vazadas Alimentam Violações de Segurança na Nuvem

Identidades não humanas vazadas — como chaves de API, tokens e credenciais de contas de serviço — estão emergindo como um vetor crítico para violações em ambientes de nuvem, de acordo com pesquisa da empresa de gestão de exposição a ameaças Flare. Essas credenciais de máquina expostas fornecem aos atacantes acesso persistente e de longo prazo a sistemas corporativos, muitas vezes passando despercebidas por períodos prolongados.

Detalhes Técnicos: Como Identidades Não Humanas se Tornam Exploráveis

Identidades não humanas (NHIs, na sigla em inglês) são credenciais digitais utilizadas por aplicações, serviços e processos automatizados, em vez de usuários humanos. Exemplos comuns incluem:

  • Chaves de API (ex.: para serviços em nuvem como AWS, Azure ou Google Cloud)
  • Tokens OAuth (usados para autenticação delegada)
  • Credenciais de contas de serviço (para fluxos de trabalho automatizados)
  • Segredos de pipelines CI/CD (ex.: tokens do GitHub Actions, credenciais do Docker Hub)

A pesquisa da Flare destaca que essas credenciais são frequentemente vazadas por meio de:

  • Repositórios públicos de código (ex.: GitHub, GitLab)
  • Armazenamento em nuvem mal configurado (ex.: buckets AWS S3, Azure Blob Storage)
  • Logs expostos de CI/CD (ex.: Jenkins, GitHub Actions)
  • Segredos hardcoded em scripts ou arquivos de configuração

Uma vez expostas, os atacantes podem utilizar essas credenciais para:

  • Mover-se lateralmente em ambientes de nuvem
  • Exfiltrar dados sensíveis (ex.: bancos de dados, propriedade intelectual)
  • Implantar malware ou ransomware (ex.: via pipelines CI/CD comprometidos)
  • Manter persistência criando backdoors ou credenciais adicionais

Análise de Impacto: Por Que Essa Ameaça Está Crescendo

O aumento de arquiteturas nativas em nuvem e práticas de DevOps levou a uma proliferação de NHIs, muitas vezes gerenciadas com menos escrutínio do que credenciais humanas. Os principais riscos incluem:

  1. Acesso Não Detectado de Longo Prazo – Ao contrário de credenciais humanas, que podem ser rotacionadas ou revogadas, NHIs são frequentemente estáticas e negligenciadas em auditorias de segurança.
  2. Ataques à Cadeia de Suprimentos – NHIs comprometidas podem ser usadas para infiltrar fornecedores terceirizados ou dependências de código aberto.
  3. Violações Regulatórias e de Conformidade – Acesso não autorizado via NHIs vazadas pode violar frameworks como GDPR, HIPAA ou SOC 2.
  4. Danos Financeiros e à Reputação – Violações envolvendo NHIs podem levar a incidentes custosos, como o vazamento da Uber em 2022, onde atacantes usaram um script PowerShell com credenciais hardcoded para obter acesso.

Recomendações para Equipes de Segurança

Para mitigar os riscos associados a NHIs expostas, a Flare recomenda as seguintes medidas:

  1. Monitoramento Contínuo de Credenciais Expostas

    • Implantar ferramentas automatizadas para escanear repositórios públicos, armazenamento em nuvem e logs de CI/CD em busca de segredos vazados.
    • Utilizar serviços como GitHub Secret Scanning, AWS Secrets Manager ou soluções de terceiros (ex.: Flare, GitGuardian).
  2. Aplicar o Princípio do Menor Privilégio para NHIs

    • Restringir permissões de chaves de API e contas de serviço ao mínimo necessário para sua função.
    • Implementar acesso just-in-time (JIT) para elevação temporária de privilégios.
  3. Rotacionar e Revogar Credenciais Comprometidas

    • Automatizar a rotação de credenciais (ex.: usando HashiCorp Vault ou AWS Secrets Manager).
    • Revogar e substituir imediatamente qualquer credencial exposta ao ser detectada.
  4. Implementar Melhores Práticas de Gestão de Segredos

    • Evitar hardcoding de segredos em código-fonte ou arquivos de configuração.
    • Usar variáveis de ambiente ou gerenciadores de segredos seguros para armazenamento.
    • Exigir autenticação multifator (MFA) para contas humanas com acesso a NHIs.
  5. Educar Desenvolvedores e Equipes de DevOps

    • Treinar equipes sobre práticas seguras de codificação e os riscos de NHIs expostas.
    • Realizar auditorias regulares de segurança em pipelines CI/CD e configurações de nuvem.

Conclusão

À medida que a adoção da nuvem acelera, a ameaça representada por identidades não humanas vazadas continuará a crescer. As equipes de segurança devem priorizar a detecção, monitoramento e gestão segura de NHIs para evitar que se tornem uma porta de entrada para atacantes. Medidas proativas — como varredura automatizada, aplicação do menor privilégio e gestão de segredos — são essenciais para reduzir a exposição e mitigar violações.

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